Deus presente na Santa Missa

Frei Israel Sobrinho OFM Conv.

Desde a Última Ceia quando Jesus instituiu a Eucaristia, os cristãos se reúnem semanalmente para a celebrar o Sacrifício do Divino Salvador. Em cada Santa Missa

anunciamos a morte do Senhor e proclamamos a sua ressurreição, para que os efeitos deste Sublime Sacramente nos favoreçam nessa vida e nos conduza à eternidade.

Sempre que tratamos da Santa Missa não podemos renunciar a todo o ar sobrenatural da nossa fé. Certamente, quem crer verdadeiramente que as palavras do sacerdote sobre o pão e o vinho trazem a nós o corpo e o sangue do Senhor, compreendeu o grande dom de Deus para nós seres humanos. Deus se dá generosamente a nós, se nos dá no pão sagrado para que nossa carne se sacralize, nossa vida se santifique e nossos passos se eternizem. Que grande mistério! É Deus presente.

Por essa razão, é justo que saibamos professar com amor e convicção diante do altar do Sacrifício que é o Senhor! E por isso o adoramos, por isso nos ajoelhamos, por isso ainda no silenciamos e desejamos comer deste alimento tão salutar. O Sagrado Banquete que no renova, nos impulsiona à conversão, nos faz experimentar já aqui o Céu.

Em meio a tanto barulho, tantas atividades, tantas angústias e tanta dispersão, nos voltamos alguns instantes durante a Santa Missa para o grande tesouro a nós confiado. É Deus mesmo. Tantos têm opiniões divergentes sobre o Culto Católico, a Divina Liturgia, mas nós sabemos o quão precioso é para nós ouvir, contemplar, adorar e comungar o Senhor que vem a nós de forma tão pobre e simples. Um grande rebaixamento do Senhor, porque ele tanto nos ama. Outrora se fez homem, agora se faz pão. Ele não nos abandona, não nos deixa sozinhos, não nos desampara. Que Santo e Puro amor divino por nós humanos! Um amor que nos ergue de nossas fragilidades, nos dá inteira dignidade e nos conduz à participação no Ser de Deus.

Assim como Pedro, que ao ser questionado por Jesus exclama “tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”, nós também devemos proclamar que “É o Senhor”. E como Tomé, que depois de uma incredulidade deparou-se com o Ressuscitado e disse “Meu Senhor e Meu Deus”, nós, de igual maneira, precisamos anunciar a Divindade daquele que vem a nós na Eucaristia.

O mundo tão materialista, tão distante do amor verdadeiro, tão cruel e sem vida, tão absorto de pensamentos de morte, seria outro se reconhecesse a Divindade humilde e presente no pão e no vinho consagrados.

Há amor, há paz, há perdão, há Deus em cada Santa Missa. Por isso, há aí o céu a nos seduzir, a nos convocar, a nos restaurar, a nos mostrar qual o nosso fim último. Que grande graça a nós humanos concedida. É Jesus, o Senhor, que vem nos buscar para a glória de Deus Pai.

Deus é sumamente engrandecido em cada Missa, por isso que quando nos dispomos devotamente, em silêncio, desejosos e alegres, nós o engrandecemos, o louvamos, o adoramos, não só ali no rito, mas na vida e em cada instante. Quem comunga o Corpo e o Sangue do Senhor se fortalece, se converte, transforma a si, transforma vidas, transforma o mundo. Dali partimos, para celebrar o sacrifício da existência como um dom agradável ao Senhor. Na Eucaristia aprendemos a maneira mais perfeita de viver: amando, doando-se, sendo de Deus, buscando santificar-se, correndo ao encontro daquele que vem.

Ajudai-nos Jesus a viver só para ti e a amar-te sempre, acima de tudo e em cada momento. Graças e louvores se deem a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.